FRATURAS VI

Fraturas de costelas

Podem ocorrer por pressão direta, como golpe ou queda sob o peito. Se houver ferimento penetrante ou afundamento no peito, poderá comprometer a respiração.

Dependendo da gravidade, pode haver dor aguda no local, dor ao respirar profundamente, tornando a respiração mais curta.
Se houver ferimento aberto, é possível ouvir o som do ar “tragado” para a cavidade torácica.


Como proceder?
- Tape imediatamente qualquer ferimento na parede torácica;
- Deite a vítima;
- Se a vítima ficar inconsciente ou se a respiração tornarse difícil e/ou ruidosa, coloque-a na posição de recuperação;
- Chame uma ambulância;
Em caso de fratura de uma única costela, apóie o braço do lado lesado sobre uma tipóia, até encaminhar a vítima para o hospital.


Lesão na coluna

O perigo de qualquer lesão na coluna está na possibilidade de afetar a medula. Se isso ocorrer, a vítima pode perder a força e/ou a sensibilidade da região equivalente à lesão da medula. Se for na coluna lombar, os sintomas serão daí para baixo, comprometendo as pernas. Se cervical, haverá comprometimento, inclusive, dos braços. Suspeite sempre de lesão na coluna quando as costas ou o pescoço tiverem sido afetados por pressões anormais.

Causas possíveis de lesões na coluna:
Quedas de altura;
Quedas de mau jeito em ginástica ou saltos acrobáticos;
Quedas de cavalo ou moto;
Desaceleração repentina do veículo por batida de frente, por exemplo;  Mergulho em piscinas rasas;
Lesões na cabeça ou rosto.

Quando apenas a coluna vertebral for lesada, pode haver dor nas costas ou no pescoço, e também a dor pode ser mascarada por ferimentos mais dolorosos. É possível encontrar degrau ou desvio na coluna. A vítima queixa-se de muita sensibilidade a qualquer toque.
Se a medula também for lesada, há perda do controle dos membros, perda de sensibilidade e sensações anormais, como pernas “duras”, “pesadas” ou “desajeitadas”.
Pode ocorrer dificuldade de respiração.



Não tire a vítima do local em que foi encontrada, exceto se ela correr perigo ou perder a consciência.


Como proceder?
Tranqüilize a vítima e peça a ela que não se mova;
Procure manter a cabeça da vítima numa posição neutra;
Chame uma ambulância;
Se a remoção for demorar e o problema for no pescoço, utilize um colarinho. Nunca deixe de segurar a cabeça e o pescoço durante sua colocação;
improvise um colarinho conforme orientação das figuras;



Se a vítima estiver inconsciente, desobstrua as vias respiratórias, inclinando a cabeça para trás e erguendo o queixo suavemente;



Se a lesão for na coluna, procure colocar o paciente na posição de lado.
Essa manobra só deve ser feita com, pelo menos, um auxiliar, que ficará encarregado de apoiar a cabeça e o pescoço, o tempo todo.



JAMAIS PUXE A VÍTIMA PELO PESCOÇO.


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FONTE: Paulo Frange